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Contexto:
Ao longo da década de 90, o paradigma da
sustentabilidade traz às empresas uma nova maneira de fazer negócios.
Segundo recente pesquisa do Banco Mundial, os aspectos sócio-ambientais
exercem influência crescente nas decisões das empresas. A explicação
reside em dois pontos principalmente: os ativos intangíveis (marca e
reputação, por exemplo) hoje respondem por até 90% do valor das
organizações e a percepção das empresas para os riscos, de caráter local
e global, provocados por problemas sociais e ambientais. A
sustentabilidade passa, portanto, a ser sinônimo de sobrevivência para a
sociedade e para as empresas.
Em 2002, durante a Cúpula Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável,
realizada em Johanesburgo, na África do Sul, a ONU ratificou as Metas de
Desenvolvimento do Milênio, que foram instituídas em 2000. Naquela
ocasião, apesar do sentimento de frustração quanto aos acordos
multilaterais entre governos, a significativa participação do setor
empresarial trouxe uma nova esperança para a sociedade global. Ficou
demonstrada a possibilidade de geração de valor em sintonia com a
promoção do bem estar social e da conservação ambiental.
As decisões de Johanesburgo criaram, como conseqüência, a necessidade de
um novo arranjo entre governos, empresas e sociedade civil em prol do
desenvolvimento sustentável. E a liderança empresarial conduz a sua
vertente para firmar-se neste contexto. Multiplicam-se as iniciativas
empresariais de responsabilidade corporativa, gerenciando de maneira
pró-ativa, ética e transparente seus resultados econômicos, sociais e
ambientais.
No Brasil, o quadro não é diferente. O CEBDS, congregando os mais
expressivos grupos empresariais do país, tem ajudado suas empresas a
entender este conceito e reorientar suas operações. Um exemplo
emblemático são os conselhos de sustentabilidade, instrumentos formais
de governança sustentável, criados a partir de recomendações e
acompanhamento do CEBDS na cúpula de grandes empresas. Outras ações do
CEBDS também impulsionam nossas empresas para o patamar da
competitividade responsável. Com a concepção e coordenação da Rede
Brasileira de Ecoeficiência, temos ajudado as micro e pequenas empresas
a incorporar a ecoeficiência em suas práticas de negócios, levando a
resultados econômicos e ambientais bastante expressivos. Outro
instrumento que vem sendo recomendado e trabalhado pelo CEBDS é o
diálogo de stakeholders. Foram promovidos importantes diálogos para
melhorar o desempenho das empresas com foco na sustentabilidade na área
de transporte, energia, construção civil e, mais recentemente, a
abordagem revolucionária de negócios com inclusão social.
Percebendo o aumento da demanda, por sua atuação como provedor de
informações e articulador perante o governo e à sociedade, o CEBDS
criou, em 2004, a Câmara Técnica de Responsabilidade Corporativa. Esta
câmara orienta tecnicamente as práticas de sustentabilidade empresarial,
por meio de indicadores e relatórios, acompanhando os resultados
econômicos, sociais e ambientais. Ao estimular formalmente a prática da
responsabilidade corporativa, o CEBDS reconhece que esta é uma tendência
irreversível de mercado e que consolida a posição de liderança das
empresas na promoção do desenvolvimento sustentável brasileiro.
Missão:
Promover a Responsabilidade Corporativa nas empresas
brasileiras, potencializando seus efeitos sobre a competitividade e
desenvolvimento sustentável nacional.
Objetivos:
-
Oferecer uma plataforma segura para que as
empresas se reúnam para trocar conhecimento, experiência e melhores
práticas; para facilitar parceria e empreender iniciativas voltadas
para prática da responsabilidade social corporativa e ecoeficiência.
-
Fornecer informação, direcionamento, produtos e
ferramentas que auxiliem as empresas a implementar, medir e
comunicar esforços relacionados à ecoeficiência e responsabilidade
social corporativa.
-
Representar de maneira pró-ativa a visão das
empresas em assuntos relacionados à responsabilidade corporativa, em
debates e formulação de políticas públicas com governos e demais
stakeholders.
-
Disseminar melhores práticas, demonstrando a
contribuição das empresas do CEBDS para a qualidade de vida da
sociedade brasileira e a conservação do meio ambiente.
-
Catalisar as mudanças em direção a um novo modelo
de negócios baseado na aumento da competitividade pela promoção do
progresso social e gestão racional dos recursos naturais.
Representantes:
Presidente: Ana Lucia Suzuki (Basf)
Vice-Presidente: Luiz Fernando Nery (Petrobras)
Contato:
Sueli Mendes - Tel: (21) 2483-2250 -
e-mail
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