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Contexto:
O tema mudança global do clima é um dos principais desafios do
desenvolvimento sustentável. A súbita aceleração das emissões de gases
de efeito estufa (GEE), a partir da Revolução Industrial, está
provocando a elevação da temperatura média do planeta. Mantendo-se as
tendências atuais, até 2100, este aumento poderá atingir 4 graus
centígrados, o que seria suficiente para provocar mudanças sensíveis no
sistema climático global e elevação no nível do mar.
Em 1992, a Convenção do Clima da ONU (UNFCCC)
estabeleceu um acordo multilateral global para enfrentar a questão do
clima. Cinco anos depois, em 1997, o Protocolo de Quioto foi apresentado
para ratificação, como uma proposta concreta de início do processo de
estabilização das emissões de GEE. O Protocolo de Quioto representa uma
tentativa de solucionar o problema do aquecimento global via mercado,
definindo metas de redução das emissões dos países desenvolvidos e
mecanismos de flexibilização – como, por exemplo, o
MDL (Mecanismo de Desenvolvimento Limpo) - que possibilita a geração
de créditos comercializáveis de Reduções Certificadas de Emissão (RCEs)
a partir de projetos.
Muitas empresas, no Brasil e no mundo, já começam a gerenciar o impacto
de suas atividades sobre o clima: conhecendo, comunicando ou
estabelecendo metas de redução de emissões de GEE ou explorando
estratégias orientadas para o mercado.
As oportunidades para as empresas no contexto do aquecimento global
decorrem de dois fatores. O primeiro deriva de regulamentações voltadas
para restrições de emissões de carbono. O Brasil não está submetido às
restrições de Quioto, mas são crescentes as pressões, num segundo
período de negociação, para que os países emergentes passem a fazer
parte do grupo hoje ocupado por nações mais desenvolvidas e com maior
índice de emissão. O outro fator que deve estar na agenda do setor
empresarial relaciona-se às pressões de mercado, exercidas
principalmente pelos investidores.
Apesar das incertezas quanto ao futuro das regulamentações e pressões de
mercado, o contexto atual já é suficiente para que as empresas obtenham
benefícios presentes por gerenciarem seus impactos sobre o clima. Os
resultados podem ser divididos em duas categorias: retornos tangíveis
pela redução de custos ou aumento de receita; ou retornos intangíveis
que estão relacionados à melhoria da reputação, minimização de riscos e
um melhor preparo para enfrentar futuras restrições às emissões.
As empresas precisam se adequar aos novos desafios seja do ponto de
vista ético ou do ponto de vista pragmático. A função da Câmara Técnica
de Energia e Mudança do Clima - CTCLIMA é facilitar este processo,
ajudando as empresas a aproveitarem novas oportunidades de mercado e
minimizar seus riscos.
Faça o download do DOC mudança do clima: visão do CEBDS
Faça o download do documento: Diário Oficial da União de 19 de maio de 2006 - Resolução nº 3 - Mecanismo de Desenvolvimento Limpo do Protocolo de Quioto
Missão:
Ser um fórum adequado para que as empresas entendam o
seu papel no contexto das mudanças climáticas, auxiliando-as a
desenvolverem estratégias que aproveitem oportunidades e minimizem
riscos e as prepare para um mundo com restrições às emissões de gases de
efeito estufa.
Objetivos:
-
Oferecer uma plataforma segura para que as
empresas do CEBDS se reúnam para trocar conhecimento, experiência e
melhores práticas; para facilitar parcerias e empreender iniciativas
voltadas para prática da responsabilidade climática.
-
Fornecer informação, direcionamento, produtos e
ferramentas que auxiliem as empresas do CEBDS a implementar, medir e
comunicar esforços relacionados ao enfrentamento da questão
climática, inclusive projetos de MDL e comercialização de créditos
gerados.
-
Representar de maneira pró-ativa a visão das
empresas do CEBDS em assuntos relacionados à mudança do clima, em
debates e formulação de políticas públicas com governos e demais
grupos de interesse.
-
Disseminar melhores práticas, demonstrando a
contribuição das empresas do CEBDS para a mitigação do fenômeno do
aquecimento global de forma simples e compreensível.
-
Catalisar as transformações necessárias ao
enfrentamento da questão climática, estimulando as empresas
brasileiras a contribuírem para a reversão do fenômeno do
aquecimento global.
Representantes:
Presidente: Luís César Stano (Petrobras)
Coordenador:
Marina Grossi - Tel:
(21) 2483-2250 -
e-mail
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