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Existe uma grande relutância para a prática de
PmaisL. Os maiores obstáculos ocorrem em função da resistência à
mudança; da concepção errônea (falta de informação sobre a técnica e a
importância dada ao ambiente natural); a não existência de políticas
nacionais que dêem suporte às atividades de produção mais limpa;
barreiras econômicas (alocação incorreta dos custos ambientais e
investimentos) e barreiras técnicas (novas tecnologias).
Segundo a UNIDO/UNEP, as organizações ainda acreditam que sempre
necessitariam de novas tecnologias para a implementação de PmaisL,
quando na realidade, aproximadamente 50% (site da UNIDO) da poluição
gerada pelas empresas poderia ser evitada somente com a melhoria em
práticas de operação e mudanças simples em processos. Também já foi
verificado que toda vez que houve uma legislação obrigando as
organizações a mudarem seus processos de produção ou serviços, houve uma
maior eficiência e menor custo de produção.
Estudos mostram que existem três impedimentos principais que servem como
barreiras para a adoção de posturas ambientalmente corretas: as
preocupações econômicas, a falta de informações e as atitudes dos
gerentes. Essas barreiras impedem a visualização da diversidade de
benefícios do programa, tanto para as empresas como para toda a
sociedade. Os benefícios mais evidentes são a melhoria da
competitividade (por meio da redução de custos ou melhoria da
eficiência) e a redução dos encargos ambientais causados pela atividade
industrial.
Ao mesmo tempo, também, verifica-se a melhoria da qualidade do produto,
bem como das condições de trabalho dos empregados. Isto contribui para a
segurança dos consumidores dos produtos e dos trabalhadores. A PmaisL
oferece oportunidades para uma relação ambiental do tipo “ganha-ganha”,
onde a melhoria ambiental pode andar junto com os benefícios econômicos,
gerando um verdadeiro círculo virtuoso.
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